Vem sendo discutido há alguns anos sobre a destruição das mixagens pela insistência de artistas, produtores e executivos de gravadora de que o CD deles tem que tocar mais alto do que o do resto do mundo.

Os masterizadores coitados, é que sofrem… Não tem outra alternativa a não ser meter a mão nos compressores e limitadores pra chegar nesse resultado.
E apesar do som ficar mais alto na média, perde-se toda a definição e equilibrio conquistadas na gravação e mixagem.

Veja um exemplo abaixo com a música “Smells like teen spirit” do Nirvana. Prestem atenção na entrada da bateria.

Assustador não é?

As histórias não param por ai… Com o último disco do Metallica, algo muito inusitado aconteceu. Os fãs fizeram um protesto exigindo que o disco fosse remasterizado, pois, estava soando tão mal, que a versão mixada para o Jogo Guitar Hero era melhor. Veja aqui a comparação:

Agora pense naquele monte de box e coletâneas de bandas clássicas que as gravadoras lançaram nos últimos anos como “re-masterizados”. A idéia era melhorar?!??

Resumindo: Não se ilude com o volume relativo. O som mais alto pode ser mais atraente nos primeiros 10 segundos mas logo depois perde a graça. Precisamos de contrastes em tudo na vida.

O escuro não existe sem o claro. O branco não existe sem o preto. O alto não existe sem o baixo.

Lembre-se: Quem tem quem que controlar o botão de volume é você! Não eles…

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